As “aves nobres” – as grandes protagonistas desta arte – são hoje espécies protegidas ou ameaçadas. A pressão humana e a consequente degradação dos ecossistemas naturais, levaram algumas espécies ao declínio ou ao risco de extinção, gozando por isso de especial estatuto de protecção. As aves de rapina estão integralmente protegidas por lei. A prática da falcoaria e a detenção de espécies protegidas da fauna selvagem, encontram-se regulamentadas por legislação nacional e pela convenção internacional CITES. A Falcoaria da Coudelaria de Alter apresenta aos visitantes uma das mais ricas e representativas colecções de aves de rapina existentes em Portugal. Todas as nossas aves são obtidas através de métodos de reprodução em cativeiro, estão devidamente socializadas com o homem e treinadas segundo as tradicionais técnicas da falcoaria. As instalações são residência habitual de diferentes espécies falconiformes, incluindo muitas espécies autóctones como o falcão-peregrino, o peneireiro-de-dorso-malhado, o açor, a águia-real o milhafre-negro ou o bufo-real. A colecção exibe as tradicionais aves nobres da falcoaria, incluindo o falcão-lanário, o falcão-sacre, o falcão-peregrino e seus híbridos de falcão-gerifalte. Várias rapinas exóticas como a águia-de-cauda-vermelha, o búteo de Harris, a grande águia-das-estepes ou o pequeno peneireiro-americano, podem também ser apreciados nesta mostra.
|
||||